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Bola De Cristal

— c/ Hieroglyphic Being (live) ⟡ Black ⟡ Snake Radikal

Sex02.11.1822:00
Hieroglyphic Being
Black e Snake Radikal

Hieroglyphic Being

Mathematics, IAMTHATIAM, I.B.M., The Sun God, Africans With Mainframes ou Hieroglyphic Being. Tudo facetas de uma visão descomunal que Jamal Moss tem vindo a partilhar numa narrativa elíptica, sempre nova e inesgotável. Dessas, será Hieroglyphic Being aquela que com maior premência e actividade tem vindo a desenhar novas formas de dança, vida e expansão sensorial numa torrente de lançamentos aparentemente infinita de exploração constante em torno de um universo singular. Música só dele, quase sempre superior na elevação da house e do techno à vastidão cósmica, em linha com a utopia afrofuturista, no rasto celestial e guerrilheiro de Sun Ra, Parliament-Funkadelic, Lee Perry ou os três de Belleville, mas a trilhar pelas ruas por onde gira Steve Poindexter, como reclamado num título como ‘Space is the Place (But We’re Stuck Here on Earth)’. Ou seja, escapismo com a realidade do South Side de Chicago em fundo.

A poeira cósmica que se abate sobre as caixas de ritmos, sintetizadores e parafernália analógica/digital de Moss, é herança de Ra escancarada em discos como ‘The Heliocentric Worlds of Hieroglyphic Being’, ‘Calling Planet Earth’ ou ‘Ancient Echoes’, pela via sinuosa do casal Coltrane em direcção à libertação. Caso bem raro de invocação jazzística com toda a propriedade, completamente fora do muzak de pads do rhodes ou samples redondinhos de saxofone, em espírito e em fogo. Partículas mutantes de jackin’, cascatas de sintetizador, corropio de arpeggios, linhas de baixo ácidas e soluções rítmicas sempre vivas, num som que agora nem é sempre tão sujo – The Red Notes, The Disco’s of Imhotep – mas igualmente verdadeiro. Tão evasivo e contínuo como sempre, numa imensa discografia feita de parcelas de um mesmo infinito. Como que a contemplar esse agora eterno, ao vivo Moss fixa os olhos num ponto de fuga que só ele vê. Aparição de um work in progress sem paralelo. BS

Black ⟡ Snake Radikal

Duas das mentes que conduzem a Príncipe e que acumulam também já larga experiência, saber e energia atrás dos pratos, aqui em conluio de visão e força motriz para a dança. Snake Radikal é o alias mais recente de Márcio Matos, dj e artista visual que tem vindo a desenhar uma linguagem total – tanto no traço como nas escolhas para a pista – tão sua quanto essencial para o estados em que as coisas estão. Black é o nome usado por Nélson Gomes da Filho Único e dos Gala Drop para as suas estadias na cabine e na produção de malhas cósmicas informadas pela disco e house. BS

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