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!CALHAU! ⟡ Vasco Alves [Nova data em breve]

— Lançamento de "TAU TAU"

Sáb28.03.2022:00
Galeria Zé dos Bois

Na sequência das orientações da Direção-geral da Saúde para diminuir a evolução epidemiológica por novo Coronavírus (Covid-19), a direcção da Associação Zé dos Bois, decidiu encerrar as instalações da Galeria Zé dos Bois e suspender todas as actividades até ao próximo dia 3 de Abril, com vista a reduzir os riscos de exposição e contágio.

Solicitamos a todos que tenham adquirido entradas previamente para eventos suspensos que contactem o serviço de apoio da bol.pt através do email (ajuda@bol.pt) ou directamente os pontos de venda.

!CALHAU!

É sob o signo de (Von) Calhau! que Marta Ângela e João Alves encontraram um meio de expressão somente seu. Uma cosmologia própria, de entendimentos e noções tão simples quanto brilhantes. Há já mais de uma década que têm vindo a destilar a realidade, e o que para existe para lá dela, num contínuo projecto artístico que é afinal a sua vida. Celebram o mundano e o místico, o profano e o sagrado; é um processo desafiante, para eles e para nós, que os acompanhamos em constante assalto. É de frisar que exploram, como poucos, as delimitações linguísticas, sejam orais ou sonoras, oriundas do imaginário popular ou de narrativas sci-fi; as fontes, essas, parecem inesgotáveis e ao alcance de qualquer um. Existe algo de bastardo nas peças que criam, frequentemente com sabor a retro-futurismo kitsch. Pelo modo como fazem expandir uma ideia, uma palavra ou uma imagem, entendemo-los como personagens performativos num constante desenrolar de pequenas grandes acções. Sejam entre quadro paredes de uma galeria ou em cima de um palco.

O corrente fluxo de actividade do duo leva-nos agora a um exoplaneta chamado TAU TAU ou um novo disco na colecção de gravações sonoras da nave Calhau! Um delírio electrónico em que a voz de Marta assume várias morfologias por entre as esculturas avariadas de João num conjunto de narrativas inefáveis. Talvez desde a época dourada da Ama Romanta que ninguém por cá puxava os galões do surrealismo e do dadaísmo com tremendo espírito. Continuam a cruzar o macabro com o humorístico, como ninguém, e sem um mínimo de concessões. A liberdade estética dos Calhau! mantém-se intocável assim como a sua capacidade de nos colocar num cenário desconfortável e simultâneamente fascinante. Um cenário bastardo, mas fértil e capaz de curar. Quem os viu antes sabe que cada concerto é um instante ímpar, de impossível replicação. Estar a escutar e a entranhar estas lições, exercícios e rituais, pela primeira vez, é uma oferenda sem recusa. Antes, há o solo de gaita de foles de Vasco Alves em que escutaremos novas abordagens ao instrumento numa apresentação vulcânica. NA

Vasco Alves

Trabalho assente na exploração da materialidade do som através de eletrónicas instáveis, síntese sonora e sistemas de amplificação. Processos de natureza bastante volátil pelo que na sua apresentação estão sujeitos a rigorosos métodos de intervenção. Com a gaita de fole a prática centra-se no desenvolvimento de peças que exploram os limites físicos do instrumento e o seu consequente impacto espacial. Uma apresentação que pode ser totalmente acústica ou em oposição ao áudio gerado electronicamente abordando a improvisação, repetição e psico-acústica.

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