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Ciclo ‘Conundrum’ ⟡ Pedro Melo Alves & Sara Serpa

Sáb09.07.2222:00
Galeria Zé dos Bois


© Beatriz Pequeno
© Carolina Saez

Nome que temos vindo a encontrar cada vez mais vezes no fluxo das movimentações que mais interessam nos interstícios do jazz, da improvisação, da composição, do rock mais folgado e das propostas inauditas, Pedro Melo Alves junta-se à ZDB para dar novo fôlego ao seu ciclo Conundrum começado em 2018, continuado em 2019 e desde então em hiato. Nestes dois anos, e em contracorrente com a dormência e tensão especulativa da pandemia, Melo Alves arrepiou caminho e tem idealizado novas formas e linguagens que tiveram um momento particularmente marcante com a actuação do seu magnânimo Omniae Large Ensemble. Avançado ao longo de 2022, Melo Alves regressa a este mistério pessoal que é o Conundrum, proposta brava que põe o baterista em duo com alguém que admira e com quem nunca tenha actuado antes, num total de seis encontros. O novo ciclo acontece em Julho com Sara Serpa, em Setembro com Ignaz Schick e em Novembro com Audrey Chen. Sem qualquer plano prévio ou estratégia, quebra-se assim o silêncio com uma música nascida de forma orgânica e aberta a inúmeras possibilidades, a vislumbrar um infinito.

Continuando o espírito de busca constante e em várias frentes deste ciclo, Conundrum prossegue com a sua primeira investida por territórios vocais na ZDB. Campo muito pouco trilhado este do duo percussão e voz, mesmo nos territórios da improvisação livre e do jazz, que deixa no ar expectativas francamente altas dada a companhia de Melo Alves. Vocalista, compositora e improvisadora com créditos mais do que firmados neste panorama, Sara Serpa tem sido amplamente premiada e elogiada por esferas de interesse que passam pela Downbeat, NPR ou New York Times, habitando com graciosidade um limbo entre o jazz mais mainstream e tendências mais exploratórias, súmula de técnica, lirismo, bravura e uma capacidade de evocar estados emocionais ou sensoriais sem recurso a palavras ou melismas performáticos. Pureza e saber. BS

Pedro Melo Alves

Pedro Melo Alves, 1991, nascido no Porto, Portugal. Estudou Bateria Jazz e Composição Musical. É um dos bateristas e compositores em maior destaque na cena musical vanguardista dos últimos anos em Portugal. Explorador das possibilidades expandidas da percussão, improvisador e compositor ambicioso para pequenas e grandes formações, tem sido distinguido a nível nacional (Prémio de Composição Bernardo Sassetti 2016, músico do ano jazz.pt 2017) e internacional (Premio Internazionale Giorgio Gaslini 2019). Em grande rotação a solo, como líder e como sideman, Pedro tem estado progressivamente mais envolvido no roteiro musical internacional, recebendo encomendas de instituições como o Guimarães Jazz, a Culturgest, o Gnration ou a Fundação Serralves e apresentado os seus projectos em eventos como o 12 Points Festival (Irlanda, 2018), European Jazz Conference (Lisboa, 2018), Jazzahead (Alemanha, 2019), Suoni Per Il Popolo (Canadá, 2019) ou Südtirol Jazz Festival (Itália, 2019).

Integra bandas de jazz contemporâneo (Omniae Large Ensemble, The Rite of Trio, In Igma, Luís Vicente Trio), projectos de percussão (Pedro Carneiro, João Pais Filipe/Jonathan Saldanha), projectos eletroacústicos (o solo O, Symph, CACO.MEAL), colaborações de música improvisada (Theo Ceccaldi, Eve Risser, Nuno Rebelo, João Paulo Esteves da Silva, Jacqueline Kerrod, Pedro Branco), bandas de rock e pop (Catacombe, Surma), bandas sonoras para Teatro e Dança (Peter Kleinert, Carlota Lagido) e composição erudita.

Sara Serpa

Natural de Lisboa, Sara Serpa é uma cantora, compositora e improvisadora portuguesa, que através da sua prática e performance, explora o uso da voz como instrumento. Serpa tem trabalhado no campo do jazz, da música improvisada e experimental, desde que se mudou para Nova Iorque, em 2008. A literatura, o cinema, as artes visuais, a natureza e a história inspiram Serpa no processo criativo e no desenvolvimento da sua música. Descrita pelo New York Times como “uma cantora de equilíbrio prateado e perspectiva cosmopolita”, e pela revista JazzTimes como “um mestre de paisagens sem palavras”, Serpa iniciou a sua carreira de gravação e interpretação com luminárias de jazz como o pianista nomeado Grammy, Danilo Perez, Guggenheim e MacArthur Fellow, Ran Blake, e Greg Osby. A sua música etérea extrai de uma grande variedade de inspirações, incluindo literatura, cinema, artes visuais, bem como história e natureza. Como líder, produziu e lançou dez álbuns, sendo o mais recente Intimate Strangers (2021) e Recognition (2020).

Serpa foi eleita NPR Jazz Vocalist, Rising Star-Female Vocalist 2019 pela revista Downbeat Critics Poll, e lecciona na The New School e na New Jersey City University. Actualmente, Serpa é artista-em-residência na Park Avenue Armory, em Nova Iorque, e beneficiária do New York City Women’s Fund 2020, Chamber Music America New Jazz Works Grant 2019, New Music USA 2019 Grant, 2021 USArtists Grant da Mid-Atlantic Foundation for the Arts, e 2021 Herb Alpert/Ragdale Prize in Composition.

Tem apresentado a sua própria música na Europa, Austrália, América do Norte e do Sul, cantando em festivais internacionais como o Bergamo Jazz Festival, Festa do Jazz, Festival de Jazz do Panamá, Festival de Jazz de Montevideo, Festival de Jazz de Wangaratta, Festival de Jazz de Adelaide, Festival Sopot Jazz ou locais como Bimhuis, Casa da Música, Village Vanguard, Jazz Standard, The Stone, Brooklyn Academy of Music, Metropolitan Museum of Art, Lincoln Center, Met Breuer, e Kennedy Center for the Arts, entre outros.

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