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Música
Concertos

Discrepant

— c/ Muqata’a ⟡ Lagoss ⟡ Ondness

Sex10.12.2122:00
Galeria Zé dos Bois


© Paweł Zanio
© Clara Alice

O motivo de diversos lançamentos da Discrepant, fundada e gerida por Gonçalo F. Cardoso há pouco mais de uma década, e os seus satélites (Sucata Tapes e Souk), prende-se com a construção de cenários imaginados para um tempo indefinido: tanto pode ser um passado imaginado ou um futuro por criar. Isso possibilita uma ligação invisível entre os seus lançamentos, sejam eles explorações etéreas através do uso de field recordings ou música de dança para um mundo sem world music.
Uma noite Discrepant move-se pelos mesmos princípios, com uma miríade de ideias que tanto agrupam os lugares mais requintados da hauntology como um guia cru para o presente e futuro da música exploratória. Em simultâneo, a editora move-se ao ritmo de Gonçalo F. Cardoso. Se durante anos foi influenciada pela vivência em Londres, depois pelas viagens de turismo sonoro por África, Ásia e América do Sul, agora rege-se por uma estrutura mais livre impulsionada pela sua residência nas Ilhas Canárias. É assim que se chega a LAGOSS, trio de exótica irrealista vindo de Tenerife, composto por Gonçalo, Daniel Garcia e Mladen Kurajica. Em 2020 editaram Imaginary Island Music Vol.1: Canary Islands, uma enciclopédia sonora de atalhos entre a exótica, a library e os primórdios da música electrónica, num encontro entre Mort Garson, John Carpenter e Spencer Clark.
De Ramallah, Palestina, um mestre na criação de beats urgência e na amálgama de diferentes escolas do hip hop e suas variantes. Muqata’a é um histórico da cena local e ao longo da última década o seu trabalho tem-se tornado mais visível no resto do mundo, sobretudo na Europa central. Em 2018 foi responsável por inaugurar o catálogo da Souk, a editora irmã da Discrepant dedicada à música de dança sem filtro ocidental, com o delirante e urgente álbuns de instrumentais Inkanakuntu.
A completar a noite, Ondness, um dos muitos tentáculos de Bruno Silva. Música activa e viva em meter luz nos becos mais escuros da música electrónica, seja por via da tentação da hauntology ou pelo (cada vez mais) derrube de pontes que ligam géneros da electrónica e dança a períodos da história, num encontro caleidoscópico entre o seu passado, presente e futuro. AS

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