Praticamente uma lenda viva da música de Detroit, DJ Assault toma para si o Aquário com cunho bem vincado nas fundações do ghettotech ou booty music. No lado mais festivo e directo do legado electrónico da cidade e género do qual é pioneiro, ao lado nomes como DJ Funk ou DJ Godfather, pega no lado mais cru da ghetto house e na mecânica electro e recolhe daí a energia cinética para um 4/4 acelerado, na cara e em transições constantes – história nos pratos pela via mais celebratória e condensada, sem grandes conjecturas ou conceptualizações, das origens inspiradas nas passagens rápidas do “Wizard” Mills com discos de 2 Live Crew, UR, Ectomorph ou Miami Bass com pitch subido ao máximo até à produção própria deste chefe, e outros, na sua lendária Electrofunk.
Glorificação/objectivação na pista do booty e demais matéria quase pornográfica, através de shout outs repetidos como mantra com selo parental advisory. Passe a misoginia latente que possamos aqui ouvir, mesmo quando a saudosa K-HAND (D.E.P.) afirmou “When I was playing the [Club Zippers] residency every week, it was majority women in the club, dancing. Women really enjoyed that [raunchy] style of music a lot” há um apelo inegável em clássicos como ‘Ass N Tittes’ ou ‘Gel N Weave’ e no fluxo electrizante dos vários volumes de Straight Up Detroit Shit para que tudo isto possa valer muito. BS



