ZDB

Música
Concertos

Hilary Woods c/ Gabriel Ferrandini & Oliver Turvey ⟡ Tomé Silva

qua29.05.2422:00
Galeria Zé dos Bois


Hilary Woods

Hilary Woods c/ Gabriel Ferrandini & Oliver Turvey

Na sequência de um número de datas no Reino Unido em duo com Gabriel Ferrandini, Hilary Woods chega à ZDB numa formação em trio com a adição do violinista Oliver Turvey, com quem havia já colaborado em andanças passadas. Visita-nos também na sequência do justamente celebrado ‘Acts of Light’, terceiro disco de uma frutuosa relação com a imponente Sacred Bones. Disco assombrado e assombroso, faz culminar as explorações cavernosas levadas a cabo em ‘Birthmarks’ e no EP ‘Feral Hymns’ num tratado onde a perda, a memória e a descoberta do oculto se revelam numa torrente paciente de drones fantasma. Invocações nascidas das mais diversas fontes – sintetizadores, cordas, gravações de campo, percussões ou vozes – que se sustém numa névoa tão difusa na origem quanto detalhada na forma.

Contando com os préstimos tanto do Galway City Chamber Choir como do The Palestrina Boys Choir, para além do contrabaixo de Jo Berger Myhre e do violoncelo de Kaja Fjellberg Pettersen, e captado por entre a paisagem evocativa da costa irlandesa e giros por Espanha, ‘Acts of Light’ nunca se reporta a um determinado local, mas deixa-se impregnar por uma noção espacial que, mais do que geográfica, se revela no mito da terra. Mistério. Drones subterrâneos, cordas cortantes, pedaços vocais de uma realidade que já deixou de o ser e toda uma riqueza textural que nos aparece aqui num formato relativamente reduzido mas pleno de competências, sensibilidade e valores para disseminar novas escutas. Magia. BS

Tomé Silva

Quando Voltar ao Chão resulta de meses de acumulação de ideias, gravações e improvisos colados vertical e horizontalmente uns nos outros, numa tentativa de fundir estas experiências num só ponto temporal e espacial. Tendo sempre em comum uma forte ligação com o espiritual, estas recontextualizações evocam auras que seguem sempre para lugares diferentes partindo do mesmo ponto – a memória emocional. Tomé Silva cria a sua linguagem sentimental através do som – uma exploração de memória, nostalgia e afeto através de interações pessoais-musicais.

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