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Homeostética 6=0

— Conversa com Bruno Almeida, Fernando Brito, Pedro Portugal e Pedro Proença ⟡ Projecção de documentário

qui08.10.2018:30
Galeria Zé dos Bois

Quinta-feira, 8 de Outubro às 18h30

©Arco Films
©Arco Films
©Arco Films

A conversa e a projecção serão ao ar livre, garantido o cumprimento das regras de distanciamento social impostas pela DGS. A lotação é limitada. Reservas através do e-mail zdbexpo@gmail.com.

No contexto da exposição Budonga de Fernando Brito, a Galeria Zé dos Bois acolhe uma projeção especial do documentário Homeostética 6=0, com a presença do realizador Bruno de Almeida. Nesta projeção contamos também com Fernando Brito, Pedro Portugal e Pedro Proença, para uma conversa em torno do universo homeostético, movimento artístico que surgiu em Lisboa no início dos anos 80, e que marcou de forma incontornável o panorama artístico português do pós 25 de Abril. Através da utilização do humor como forma de criticar o sistema do mercado das artes, este movimento caracterizou-se por uma posição marginal de influências Dadaístas.

Bruno de Almeida

É um cineasta independente que flutua entre a ficção e o documental. Nasceu em Paris em 1965 e cresceu em Lisboa. Mudou-se para Nova Iorque em 1984 onde trabalhou como músico e compositor na cena underground. Começou a filmar em 1989, e tem alternado entre filmes em português e inglês. Em 1993, ganhou o prémio de melhor curta-metragem na Semana da Critica do Festival de Cannes com “A Dívida”. Num registo entre o drama e a comédia, os seus filmes de ficção passam-se quase sempre à noite, horário de escape, fantasia ou libertação com personagens à margem, perdidos entre a poética existencialista e o realismo urbano (“Cabaret Maxime”, “The Lovebirds”, “The Collection”, “Operação Outono”, “A Palestra” e “On The Run”). Nos seus filmes documentais explora universos próprios, como o fado (“Fado Camané”, “The Art of Amália”); o boxe (“Bobby Cassidy”); as artes plásticas (“6=0 Homeostética”); a performance satírica (“Candidato Vieira”) e a dança contemporânea (“O Rei no Exílio”).

Fernando Brito

Fernando Brito (Pampilhosa da Serra, 1957). Licenciado em Artes Plásticas (Pntura) pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1983). Membro convidado do grupo Homeostética (Ivo,Portugal, Proença,Vieira, Xana). Membro fundador do grupo Ases da Paleta (Feliciano, Portugal, Vieira, Xana). Activo na década de 1990 com Louro, Mendes, Palma, Tabarra e Vidal. Desde 2010, curiosidade pelo chamado pensamento pós-colonial e a descoberta dos conceitos de «política» e de «sujeito político» em Rancière têm determinado que as ideias de arte como jogo político, artista como político que usa imagens, obra como jogada política, se tenham constituído em motor do seu trabalho.

Pedro Portugal

Especialista em informação visual, pintor, escultor, aquarelista, performer, escritor, político, pensador, agricultor, consultor, professor, investigador, designer, conferencista e curador.
Co-fundador dos movimentos artísticos Homeostética, Ases da Paleta, Etno-Estética, Explicadismo, Pandemos, Zuturismo, Arthomem e KWZero.
Fez um doutoramento sobre a sua própria obra artística: A Arte Que É – A Causa das Coisas Que São Arte.
Vive nas montanhas da Serra da Estrela com a mulher e filho.

Pedro Proença

Nasceu em 1962, Lubango, Angola, vive e trabalha em Lisboa. Desde muito cedo que se interessou por desenho, frequentou o curso de Artes da Sociedade Nacional de Belas Artes e a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Em 1982 fundou o Movimento Homeostético em conjunto com os artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Manuel João Vieira e Xana. Expõe com regularidade desde 1981 e a sua primeira exposição individual realizou-se em1984. Desde então expôs tanto em Portugal como no estrangeiro com regularidade. Esteve também presente no Aperto da Bienal de Veneza em 1988.
Para além da Pintura, o artista dedicou-se à ilustração, publicação de livros de poesia, ficção, ensaios, entre outros da sua autoria.

Homeostética 6=0

Documentário sobre o movimento artístico Homeostética, que surgiu em Lisboa no início dos anos 80, mas que permaneceu obscuro, senão mesmo desconhecido, até à sua eloquente exposição antológica, ocorrida em 2004 no Museu de Serralves. Constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana, este movimento marcou de modo paradoxal a cena artística na ressaca da revolução de Abril. A produção Homeostética desenvolvida entre 1982 e 1986 envolveu uma intensa actividade que resultou em inúmeras exposições, textos, manifestos, fotografias, filmes, concertos dos Ena Pá 2000 e outras performances colectivas. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica face ao sistema do emergente mercado das artes o movimento Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida. Manuel João Vieira surgiu na altura com um verso que passou a identificar o espírito do movimento: “É moderno. É desusado. É pandeireta. É pato assado.”

Ganhou o prémio menção especial no DocLisboa 2008

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