ZDB

Cinema

Invisíveis são os Desejos

— ciclo de cinema

Qua04.05.2221:30
Qua11.05.2221:30
Qua18.05.2221:30
Qua25.05.2221:30
Galeria Zé dos Bois


'Frágil Como o Mundo', Rita Azevedo Gomes (2001)
Curtas de Stanley Brakhage
'Une Histoire de Vent', Joris Ivens e Marceline Loridan (1988)
'Five Year Diary', Anne Charlotte Robertson (1981-97) [excertos]

A ZDB apresenta um ciclo de cinema no terraço, todas as quartas-feiras de Maio, pelas 21h30. Uma proposta de Laura Gama Martins e Narciso Miranda.

A primeira tensão do cinema, enquanto arte fundada por um gesto mecânico que procuraria reproduzir, em primeiro lugar, a visibilidade do mundo, será sempre para com o invisível, para com aquilo que talvez exista, ou não, mas que em todo o caso não se pode ver, porque não tem forma, dimensão ou espessura que lhe permita converter-se em imagem.

A linguagem secreta do cinema – o seu gesto invisível – parte da sua vertente não material, da ordem do desejo e do inconsciente, recorrendo a todas as ferramentas convencionais que constroem o filme. Esta permite-nos atender ao tempo da intuição e dos sentidos através da articulação de instrumentos invisíveis: a insondabilidade de tudo o que parece não se explicar através de ferramentas analíticas e mecânicas, mas que decorre de impressões, abalos, emoções e desassossegos.

Num tempo, em que para existirmos somos impelidos à mais absoluta das transparências, poderá o invisível ser ainda um último lugar de resistência, de sobrevivência e do desejo?

Cada um dos curadores do ciclo estende este programa a um convidado que se propõe a responder à premissa primeiramente estabelecida.

Laura Gama Martins e Narciso Miranda

 

PROGRAMA 

QUARTA, 4 MAIO, 21h30

Frágil Como o Mundo, Rita Azevedo Gomes (2001) 90′

Vera e João, dois adolescentes, não encontram espaço no meio em que vivem para o seu amor. Aparentemente, tudo lhes é favorável: as famílias, os amigos, a terra. Mas a verdade é que ninguém parece compreender esse amor que «nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê». O desejo de estarem juntos leva-os, numa espécie de jogo infantil, a afastarem-se. Isolados na floresta, em busca do idílio, juram nunca se separar, por nada deste mundo. Um com o outro, um para o outro serão capazes de tudo superar… até a própria morte?

+ NECK

ASMR WEB-RESEARCH DJ SET

 

QUARTA, 11 MAIO, 21h30

Curtas de Stanley Brakhage, 90′

“Imagine an eye unruled by man-made laws of perspective, an eye unprejudiced by compositional logic, an eye which does not respond to the name of everything but which must know each object encountered in life through an adventure of perception.” Stanley Brakhage, Metaphors on Vision, 1946

+ Aires

Músico madeirense no activo sob diferentes pseudónimos e um dos cabecilhas do Colectivo Casa Amarela. Como Aires, a sua estreia nos discos deu-se em 2014 com o lançamento do álbum homónimo pela editora portuguesa Enough Records. Desde então colaborou com várias editoras, como a Genot Centre e a Bad Panda Records, até se focar na sua Casa Amarela, que partilha com a artista Mafalda Melim, com quem faz a curadoria do ciclo Jejum na Rua das Gaivotas6. Actualmente, o seu trabalho reflecte um tema que se tornou central em todo o projecto: a efemeridade e a qualidade espectral das relações na era digital. Em 2021 editou o EP ‘Daylight Fireworks, pela ZABRA, e o EP ‘Chains of Silver, Chains of Gold’, pela finlandesa World Canvas, trabalhos sobre a fantologia, a aceitação inevitável da efemeridade, sobre a distância e as ilusões modernas que usamos para escondê-la.

 

QUARTA, 18 MAIO, 21h30

Une Histoire de Vent, Joris Ivens e Marceline Loridan (1988), 80’

Um velho homem viaja para a China para tentar filmar a imagem invisível do vento. No deserto, o homem aguarda que o vento acorde, mas o vento é traiçoeiro e não revelará os seus segredos facilmente.

+ Puçanga

No seu projeto musical, Puçanga lançou o álbum “Fazer da Trip Coração” (2021) através da editora Gruta. A sua música é uma mistura de sons eletrónicos dark com uma voz melódica. No seu trabalho, dá muita atenção ao poder da voz e as suas composições e letras são inspiradas num certo reinvindicar do folclore, no feminismo, em movimentos e ideias de justiça social. Ela é a compositora, song-writer e produtora musical. Está neste momento a finalizar o seu segundo álbum, a ser lançado em breve.

 

QUARTA, 25 MAIO, 21h30

Five Year Diary, Anne Charlotte Robertson (1981-97) [excertos] 90′

Anne Charlotte Robertson iniciou a sua actividade diarística aos onze anos. ‘Five Year Diary’ (1981-97) é o apogeu da sua produção, que se estende ao longo de 36 horas de filme. Um documento autobiográfico radicalmente transparente tecido através de um conjunto de imagens que vão refletindo sobre a sua própria existência.

+ Real No Real
Real No Real is a non profit organization established in Madrid focused on promoting a diverse scope of independent artists whose practice revolves around sound art and experimental music.

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