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Música
Concertos

Loraine James ⟡ Phoebe

Sáb12.02.2222:00
Galeria Zé dos Bois


© Suleika Müller
© Nádia Ferreira

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Loraine James

A produção londrina tem sido constantemente basilar na electrónica actual. Pelos imensos e diferentes prismas que oferece, é também de lá que temos encontrado alguma facção mais exploradora de gente que sonha e realiza além da superfície das ideias. Loraine James seria nesta sequência uma via desta realidade, aqui e agora. Logrou alcançar um léxico que, sendo naturalmente abrangente e transgressor, prima por apresentar uma identidade única.

For You and I revelou-se, numa primeira escuta, uma tremenda e vital lufada de ar fresco: melodias vibrantes e batidas irrequietas num quadro em 3D de cores garridas e desbotadas pela ansiedade da vida na grande urbe. Disco essencial surgido em 2019 que a colocou na lista dos melhores álbuns desse ano; um feito refém dos tempos, já que tal reconhecimento ficara depois em suspensão ao longo do ano zero da pandemia, afectando várias actuações ao vivo e uma digressão de maior escala. Já em 2021, Reflection volta a trazer pequenos milagres e a reafirmar toda a magia que entretanto já era sentida ali – um viveiro de sons em constante mutação e evolução. James desfigura e reconfigura a sua música, num puzzle digital em que cabem inúmeras noções estilísticas (sem nunca se encaixar perfeitamente em nenhuma específica). O exotismo desta música também se explica por isto. Por outro lado, a orquestração momentânea destes elementos não dispensa uma sensação de diversão enquanto a lírica confessional se desenrola sem atropelos. Um flow belíssimo de se sentir – e que se transmite a quem a escuta. NA

Phoebe

Agitador necessário na cidade, Bruno Trigo Gonçalves assina enquanto Phoebe algumas das infusões sonoras mais apetecíveis do momento. O também fundador da Troublemaker Records e colaborador-pilar da Rádio Quântica, tem-se multiplicado em apresentações ao vivo e trouxe uma mão cheia de novidades nos últimos meses. If I was simple in my mind, everything would be fine chegou no verão passado com o selo Rotten Fresh, demonstrando a visão panorâmica de Phoebe. Visão essa onde cabem alusões a diferentes linguagens da dance music, música ambiental e outras cosmologias pessoais que o definem como produtor absolutamente livre. É uma honra acompanhar um percurso tão promissor e certeiro. NA

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