ZDB

Música
Concertos

Maria da Rocha ⟡ funcionário

Qui13.01.2222:00
Galeria Zé dos Bois


© Pedro Sadio

Informamos que, desde 10 de Janeiro de 2022, o acesso à ZDB depende da apresentação de certificado digital de vacinação, sendo obrigatório também teste negativo para quem não tenha dose de reforço de vacinação.

A liberdade com que Maria da Rocha, violinista de formação clássica, desde tenra idade, abordou o seu instrumento de eleição permitiram-na procurar activamente, ao longo de mais de duas décadas, modos únicos para florescer a sua música. Procura incansável, dizemos nós, seja pela forma como se apresenta nos seus mais diversos projectos ou pela procura em diferentes capitais europeias (Berlim e Estocolmo, por exemplo) de pessoas e espaços que a pudessem levar mais além. Foi assim que conheceu Maria W. Horn – que recentemente tocou na ZDB -, com quem editou Pink(Creative Sources, 2015). Em nome próprio, Maria da Rocha mistura essa leitura singular do violino com uma total abertura a novas formas, sensações e desejos de criar música que se transforma a cada momento.
Esse brio criativo ouve-se em Beetroot & Other Stories (Shhpuma, 2018) e, agora, com nolastingname, o álbum que editou no final de 2021, na Holuzam, e que apresenta nesta noite na ZDB. Fruto de uma residência em Estocolmo, onde esteve a trabalhar nos míticos estúdios Elektronmusikstudion EMS, em 2019, Maria da Rocha passou esse período a experimentar com o violino e buchla, obtendo resultados muito distantes da sua zona de conforto. O amadurecimento das ideias é notável na peça de 32 minutos que daí nasceu, nolastingname é um constante jogo com o espaço, abrindo e fechando dimensões sonoras num abrir e fechar de olhos, enquanto joga com ideias de drones e de beats proto-electro: que a própria procurou, com a vontade de convidar Andreas Tilliander a masterizar o seu álbum e potenciar os graves dos sons que gravou. Gestos que definem a liberdade sente ao criar e de levar as suas composições para outros lugares, mesmo aqueles onde não se sente segura. A recompensa pelo risco pode ser ouvida – e fisicamente sentida – nesta magnífica peça.

A abrir a noite, funcionário, o músico de Setúbal, metade de Império Pacífico, que de lançamento para lançamento tem aumentado o vocabulário de como trabalhar o território entre ambient / electrónica / dança enquanto pisca o olho a ideias do quarto mundo de Jon Hassell. Em palco, apresentará alguns dos temas novos que tem estado a trabalhar e que farão parte de edições futuras. AS

Próximos Eventos

aceito
Ao utilizar este website está a concordar com a utilização de cookies de acordo com o nossa política de privacidade.