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Odete e Alice dos Reis ⟡ Tristany

Sex02.10.2021:00
Teatro São Luiz ⟡ Sala Luis Miguel Cintra
© Diogo Carvalho
© Filipa Pinto Machado

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Odete e Alice dos Reis

Peça em estreia no São Luiz, conjurada por Alice dos Reis e Odete, ‘PORTAL’ combina som, texto, canto e instalação na projecção de uma narrativa comum a partir de dois exoplanetas paralelos. Num plano especulativo para onde convergem géneros como o sci-fi ou a ópera, Alice e Odete abatem as barreiras entre o pessoal e o político, num processo autobiográfico tão detalhado quanto abstracto que projecta possíveis futuros a partir dos sonhos e desejos das mesmas. Com o vínculo galáctico de superarem a sua própria terra.

Encontro pleno de sentido, entre duas artistas de visão mui pessoal e sonhos partilhados. Alice dos Reis com um percurso artístico que a levou a revelar obra na Europa, nos Estados Unidos ou na Austrália, por entre galerias, instituições e festivais de cinema, fruto de enfoque, visão e mérito académico pelo Sandberg Instituut de Amsterdão. Com um trabalho continuado que de acordo com a própria “olha para encontros entre agentes humanos e mais do que humanos em sistemas biopolíticos”. Conceitos que ligam umbilicalmente ao ofício de Odete, artista transdisciplinar por entre a escrita, as artes visuais, a performance e a música. Abertamente autobiográfico, todo o seu trabalho em diversas frentes se debate com as ligações entre as esferas do pessoal e do político, invocando uma cosmogonia própria que reescreve a história para inventar o futuro. Com trabalho revelado em inúmeros espaços, em diversos contextos, do club à galeria e pontos intermédios de atenção, lançou já este ano ‘Water Bender’ pela New Scenery. BS

Co-criação e interpretação Odete e Alice dos Reis Harpista Rebeca Amorim Csalog Ajuda à composição DRVGジラ

Tristany

Rapper, músico, artista visual e relator atento e consciente das realidades sociais e quotidianas das periferias de Lisboa, Tristany sonda o percurso da Linha de Sintra até ao centro para recolher daí as peças de um mosaico de vivências e sentimentos bem próximos. A labuta, os anseios e aspirações de toda uma comunidade, ainda demasiado arredada dos epicentros de decisão e capital, a clamar por um lugar na voz e letras de alguém que o escreve com propriedade e vida. Observador que é também participante e deixa tudo isso com a coragem e audácia dos bravos em ‘MEIA RIBA KALXA’.

Álbum de estreia em nome próprio após militância nos Monte Real, ‘MEIA RIBA KALXA’ é um abalo no rap tuga como há muito não se ouvia, descarta as tendências mais canónicas que se associam ao género para daí projectar a sua própria realidade. Que é afinal um reflexo desta. Disco comunitário na forma e no espírito, abre o rap a uma panorâmica onde cabem a hipnose do r&b mais vaporoso, o nervo do rock, a kizomba e a herança africana, cascatas de sintetizador espectrais e uma imaginação prodigiosa feita de memórias, conjecturas e refutações. A projectar futuros possíveis a partir daqui. Do agora. Em apresentação a ‘MEIA RIBA KALXA’, Tristany traz ao São Luiz a sua voz, congas e trompete, acompanhado de Du nos “pratos” e na voz e do comparsa Ariyouok na loopstation, percussão e voz. BS

Voz, congas e trompete Tristany DJ e voz e do comparsa Du Loopstation, percussão e voz Ariyouok

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