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Snõõper ⟡ Cortada

dom25.08.2422:00
Galeria Zé dos Bois


Snõõper
Cortada

Snõõper

Snõõper (the Project) começou como uma colaboração entre Connor Cummins, um dos pilares do punk local de Nashville, e Blair Tramel, um professor de educação de infância com uma vertente de animação e arte muito engraçada. À medida que as suas cassetes e vídeos caseiros começaram a encontrar fãs espalhados pelo mundo, o duo levou o projeto para o palco ao vivo no final de 2021 e nasceu Snõõper (the Band).

Apresentando um dos espectáculos ao vivo mais ousados que existem, bem como um turbilhão de marionetas, animação de 8 bits, papel maché, apitos, luzes intermitentes e um turbilhão de corpos, Snõõper transporta o ato ao vivo para um ambiente de estúdio e prepara o terreno para um dos álbuns de estreia punk mais promissores das últimas décadas.

Cortada

Cortada é jarda e surpresa.

Jarda, no sentido mais velocista e musculado do termo, música bruta e sem tempo a perder, derivação indie do punk-hardcore de uns Black Flag; bastardos dos Big Black, Rapeman, The Jesus Lizard e restantes pigfuckers (RIP Steve Albini), os instrumentos afiados como serras, a voz desafiante e gutural. Mas também uma jarda janada, a guitarra a soltar vapores psicadélicos, a secção rítmica a soar anfetaminada, misto de soltura e vigor.

E surpresa porque, porra, não esperávamos isto deles. Nada do que tínhamos ouvido a Pedro Pimenta Almeida nos Hércules ou nas produções electrónicas que assina como Dusmond fazia supor que o homem tivesse nascido para ser vocalista de uma banda de hardcore. E o mesmo aplica-se ao trabalho do baterista Bernardo Pereira com Mordo Mia ou Trovador Falcão; até aos ex-Aerogasmo Lourenço Abecasis que gravou o primeiro disco a solo de Magz e ao vivo é o seu braço direito e Daniel Fonseca que acompanhou Vaiapraia durante uns anos, apesar do trabalho feito com MEIA/FÉ nos últimos tempos.

Surpresa, também, por no primeiro mini-EP, acabado de editar, parecer que passaram a vida toda a fazer este glorioso chinfrim e mais nada. Produzido por Miguel Abras e Leonardo Bindilatti, metade de Putas Bêbadas e peças fundamentais da Cafetra Records, que cedeu o estúdio, tem só três faixas e dura pouco mais de sete minutos. Mas, como uma boa foda, não precisa de durar mais. Bate onde e como tem de bater, sem perder a tesão nem abrandar o ritmo. No final, fica toda a gente satisfeita. A ansiar pela segunda ronda.

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