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Still House Plants ⟡ Rudi Brito

Qui10.10.1922:00
Galeria Zé dos Bois

Still House Plants

Na essência da arte mais honesta está a improvisação como base para criar, recriar formas e desconstruir conceitos. Naquela que é a origem da música rock no sentido mais puro, impõe-se uma bateria sólida, riffs ligados à corrente ou mensagens revolucionárias, Still House Plants encontra-se na fundação clássica do rock, mas vai contra todas as suas normas — se é que elas existem. O trio de Glasgow vive num carrossel de experimentação artística, onde a improvisação jazz encontra a urgência do punk e a crueza do garage rock. Long Play editado em Outubro de 2018, ergue-se com novas roupagens, onde o ‘classicismo jazzístico’ rejuvenesce ao piano ou em paletas de violinos desconcertantes.

Não se trata apenas de romper o convencional, o trio formado por Finlay Clark (multi-instrumentalista), David Kennedy (bateria) e Jessica Hickie-Kallenbach (voz) liga elementos sonoros que aparentemente não habitam no mesmo universo; partindo de campos experimentais, erguem spoken-word genuíno sobre camadas ‘loopícas’, trechos rítmicos desarranjados, free-jazz dramático e rock repentino. Os Still House Plants colocam-se nesta fronteira de convergência, um campo pouco comum ou de visibilidade escassa em que surgem nomes como CURL de Mica Levi ou mesmo Tirzah. A volátil deambulação dos Still House Plants encaminhou-os entretanto para uma actuação no célebre Cafe OTO e digressões com Mette Rasmussen ou Sholto Dobie.

Aclamados por publicações de renome como “The Wire” ou “The Quietus”, os Still House Plants abrem-se para os palcos do mundo com o novo disco Long Play, e chegam até ao Aquário da ZDB para apresentá-lo. JH

Rudi Brito

Com a letargia dos Yong Yong a alavancar um período fértil em aparições públicas enquanto dj e criador na visão de Luar Domatrix, Rudi Brito deixa cair o pseudónimo para esta apresentação em nome próprio. Na calha, o EP Baía Stamina na Discos Extendes e malha num 12″ pela escocesa 12th Isle irão revelar novas direcções para as batidas de Luar Domatrix, mas para este noite partilhada com os Still House Plants, Brito cria uma espécie de ligação aos tempos em que morava em Glasgow e fez uma pequena tour com esse trio. A engendrar uma linguagem sossegada, de silêncio e vagar em que pequenos acontecimentos assumem um lugar fulcral no espaço, a partir de sintetizador, cassetes e gravações de campo. Talvez uma guitarra eléctrica. Tudo ainda num plano ideológico mas quase, quase a ser materializado pela primeira vez. E logo aqui. BS

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