ZDB

Artes Visuais
Exposições

Mil Órbitas

— António Poppe

09.02 — 27.04.19
Galeria Zé dos Bois
©Bruno Lopes
©Bruno Lopes
©Bruno Lopes

Exposição individual de António Poppe na ZDB

Mil Órbitas é uma viagem caleidoscópica pelo universo visual e poético de António Poppe. Reunindo obras que estão em constante processo de crescimento e actualização, algumas há mais de vinte cinco anos, Mil Órbitas combina colagens, desenhos, caligrafias, livros e esculturas que dão corpo a um universo intimamente ligado à meditação e à prática espiritual das filosofias orientais. Fruto de cerca de um ano de residência acompanhada por Natxo Checa, curador da mostra, a organização espacial desta exposição espelha o modo de concepção das obras nela incluídas, apresentando-se como um fluxo de associações, desdobramentos e recorrências que produz os seus afluentes e acolhe as suas inflexões.
Na visão sincrética que faz do mundo, António Poppe tem nas palavras e nas imagens, mas também nos sons, nos objectos e no próprio corpo, os materiais de base da sua expressão. Assim como acontece na sua poesia, as obras que agora se expõem são instrumentos que abrem fendas na face velada da realidade para oferecer vislumbres, não propriamente de uma “verdade” do universo, mas da sua mecânica e do peso que as noções de movimento, transformação e repetição nela detêm. Também por isso, o território criativo de Poppe é deliberadamente miscigenado, empático e ecuménico, feito da energia de coisas que colaboram entre elas e connosco na descoberta da consciência em si.

António Poppe

Artista visual, poeta, perfomer, vive e trabalha em Lisboa. Estudou no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), no Royal College of Arts em Londres e na School of the Art Institute of Chicago como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento onde realizou um Mestrado em Arte Performativa e Cinema. Tem trabalho híbrido de poesia e artes visuais editado pela Assírio & Alvim (Torre de Juan Abad, 2001), Documenta (Livro da Luz, 2012) e Douda Correria (medicin. em 2015 e come coral em 2017). Já actuou e/ou expôs em espaços como o Museu de Serralves, Galeria ZDB, Galeria 111, Culturgest, Fundação Carmona e Costa, entre outros. Em 2015 participou em Oracular Spectacular – Desenho e Animismo, no Centro de Artes José de Guimarães (CIAJG); em 2017 expôs Watercourse na Galeria 111, com Joana Fervença, e participou em Encontros para Além da História, sob o tema As Magias (CIAJG). No ano seguinte colaborou com Mumtazz na 6ª edição dos Encontros para Além da História, desta feita sob o tema O Nascimento da Arte (d’après Georges Bataille), também no CIAJG; colaborou com Musa Paradisiaca em Collaboration, curadoria de Filipa Oliveira no Quetzal Art Centre em Jachthuis Schijf, Holanda; e desenvolveu uma residência artística e seminário na Porta 33, na ilha da Madeira, enquadrado no ciclo Mais importante do que desenhar é afiar o lápis, com curadoria de Nuno Faria.

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