Musa paradisiaca estreia EMPORIO, uma peça audiovisual duracional de 90 minutos que opera na fenda entre o colapso histórico e o colapso privado. No centro desta arqueologia magnética, o 11 de Setembro deixa de ser um evento mediático para se tornar o ruído de fundo de um retrato psicológico do luto. Através da textura crua de um arquivo VHS, a imagem captura a suspensão de um quotidiano que se fragmenta sob o peso do trauma, inscrevendo a dor individual na superfície fria de um império visual. Entre o sussurro confessional e a escala monumental da projeção, EMPORIO permanece como um testemunho da fragilidade: um lugar onde o tempo do luto resiste à pressão da História e onde a memória tenta sobreviver à indiferença do espetáculo.



