ZDB

Artes Visuais
Exposições

A-Salto – Escola de Groningen

— exposição colectiva no Museu Bienal de Cerveira

07.03 — 23.05.26

Inauguração
7 de Março – 16:00

Terça a Sábado: 10:00 – 13h00 | 14:00 – 18:00

Alexandre Estrela, Juli Susin, João Maria Gusmão
Edgardo Xavier, Pedro Henriques, Anne Lefebvre, Igor Jesus
Padraig Timoney, Mattia Denisse
Joana Fervença, Mané Pacheco, Daniela Ângelo
Rigo 23, Seigo Aoki, Isaque Pinheiro
Autor desconhecido, Ana Baliza

Integrado na programação "Territórios sem Fronteira" (2025–2026) da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, a exposição “A-Salto – Escola de Groningen”, com curadoria de Natxo Checa, da Galeria Zé dos Bois, estabelece um diálogo entre obras da coleção da FBAC, como as de Manuel Baptista e Bartolomeu dos Santos, obras da coleção da Galeria Zé dos Bois, como as de João Maria Gusmão e Rigo, e ainda novas criações de artistas, como Alexandre Estrela e Anne Lefebvre.

O título da mostra aqui reunida: ESCOLA DE GRONINGEN, sub-repticiamente surripiado de uma das obras em exibição, refere-se ao Departamento de Matemáticas da Universidade da cidade de Groningen particularmente relevante nos pós-guerras, no estudo de geometria clássica, cinemática e matemática aplicada.

Contrariando a tendência analítica de abstração que comandava então a matemática mais avançada, o geómetra Oene Bottema (1901-1992), destacada sumidade dessa instituição do saber, almejou a aplicação da ciência dos números ao mundo real.

Recuperando a geometria Euclidiana desenvolvida até ao final do XIX, Bottema teve a visão de a modernizar aos padrões de rigor do século XX, contribuindo para desvelar pela ciência exacta, espaços e movimentos complexos; – em particular a inversão de círculos, as transformações de Moebius, e configurações geométricas no contexto das invariantes e sistemas cinemáticos.

A superfície curva da batata frita, a chip “pála-pála”, pôde, à luz destas contribuições, ser descrita nas três coordenadas cartesianas pela simples equação z = y2 – x2, assim como a parábola, definida por uma equação de 2º grau, descrever a cablagem da ponte 25 de Abril, uma antena de recepção via satélite e os faróis de um automóvel.

Interessam-nos as derivações intuídas destas equações matemáticas, oriundas de um mundo especulativo mais do que as meras fórmulas que as descrevem no papel. Interessam-nos as suas consequências na produção material ao largo, na forma como o poder conceptual pode gerar processos artísticos tão distintos e autênticos, como as arborescências ou o marisco galego. Interessa-nos uma produção artística que consiga modelar o especulativo em formas compreensíveis e cinéticas; uma força motriz vocacionada para a descoberta; uma demiurgia superior à lógica que dê lugar a novas ideias e novas expressões do intelecto.

“Good Thoughts, Good Words, Good Deeds.”

– Zoroastro Bêbado

Artistas

Alexandre Estrela, Ana Baliza, Anne Lefebvre, Bartolomeu dos Santos, Daniela Ângelo, Edgardo Xavier, Igor Jesus, Isaque Pinheiro, Joana Fervença, João Maria Gusmão, Juli Susin, Mané Pacheco, Manuel Baptista, Maria do Céu Diel, Mattia Denise, Paulo Bruscky, Padraig Timoney, Pedro Henriques, Rigo, Seigo Aoki, Yoshito Fujita.

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