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Mondo Negro x ZDB: Powerplant ⟡ Thee Seizures

seg09.11.2621:00
Galeria Zé dos Bois


Powerplant
Thee Seizures

Powerplant

Passadas já mais de três décadas desde o homicídio de Euronymous às mãos de Varg Vikernes, a fúria de gelo escandinavo e bruma hermética que se abate sobre o Black Metal, nutrida a instintos misantrópicos, para não dizer homicidas/suicidas, tem-se desvanecido do purismo trve kvlt da horda niilista e edgelord para assumir de forma cada vez mais evidente a teatralidade campy do corpsepaint. Da meme-ificação dos Immortal, passando pela sleaziness de Carpathian Forest, ao lore Senhor dos Anéis de Summoning, a figura de Mortiis e seu papel pivotal na Dungeon Synth até à sátira anti-NSBM de Old Nick, traça-se todo um imaginário progressivamente mais auto-consciente dessa fantasia que se consuma na música de Powerplant. Delírio nascido em Londres da mente do ucraniano Theo Zhykharyev que foi amealhando culto virtual ao longo dos anos e é hoje uma banda de pleno de direito. Recolhendo inspiração no Garage Punk dos Misfits, na facção gótica do post-punk, nas atmosferas húmidas da Dungeon Synth e, claro está, no Black Metal, Powerplant encarnam com uma boa onda e sem sobranceira as tropes de género, exultando no seu último álbum – Bridge of Sacrifice – as suas valências em malhas absolutamente memoráveis no corropio caleidoscópico. Entre os berros ríspidos do Black Metal e uma voz limpa que tanto lembra (estranhamente) Layne Staley como se entrega a exageros indie e/ou góticos, Powerplant conseguem a proeza de tornar toda esta aparente confusão de tremolo picking, riffs roqueiros, batidas marciais, sintetizadores épicos e passagens acústicas num processo natural com vista à canção. Tudo feito de forma tão honesta quanto consciente de si mesma.

BS

Thee Seizures

Too bad… we’re here.
Formados em 2023, os Thee Seizures surgiram como resposta ao panorama musical previsível dos dias de hoje. Com um pé firmemente assente no punk e o outro a explorar territórios psicadélicos, a dupla constrói um som explosivo, cru e experimental.
Ao vivo, são uma força imparável, mantendo bem vivo o espírito dos anos 60 através de um órgão vibrante, vozes selvagens e uma bateria implacável, transformando cada concerto numa celebração de energia e ritmo.

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