Nos Black Midi, Geordie Greep fez parte daquela geração de bandas que renovou o pós-rock britânico e que tocaram regularmente no Windmill, em Londres. Pense-se em Black Country, New Road ou mesmo caroline, não é uma má cena para se estar. Os Black Midi gozaram de uma animosidade junto da crítica e do público diferente das restantes bandas, em parte graças à forma como misturavam elementos clássicos de outros géneros do rock e integravam numa postura bem pós-pós qualquer coisa. Isto até terminarem em 2024. Não se demorou a ter notícias do seu vocalista, Geordie Greep.
Greep lançou rapidamente um álbum a solo. ‘The New Sound’ marcou logo este território de alguém que agora quer ser uma espécie de Arto Lindsay para uma nova geração. Aproveitando da melhor forma aquilo que o distinguiu nos Black Midi, a sua voz, Geordie Greep usou isso para criar uma ponte entre fãs da banda e nós fãs que poderiam vir para esta vida mais próxima do art-rock que abraça várias fontes de inspiração, seja tropicalismo ou jazz. Com essa rápida afirmação, quis demonstrar o seu papel nos Black Midi e de como uma certa apetência para melodias e para o inesperado da banda vinha precisamente de si. Convenceu-nos? Sim, e de que maneira. De tal forma que agora, passados dois anos, esperamos ansiosamente o que poderá vir a seguir, se uma continuação de alguém que consegue misturar um caos instrumental com uma atitude de crooner, cativando-nos não pela mistura em si, mas pela costela frenética que daí nasce, como uma coisa que deslumbra e contagia, ou algo ainda mais novo, qual coelho saído da cartola. Porque pensamos assim? Porque Geordie Greep já nos deu razões para pensar que é possível. Impossível é não esperar pelo inesperado vindo dele.
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