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Kalia Vandever apresenta ‘Mana’ ⟡ Carla Boregas

ter15.09.2621:00
Galeria Zé dos Bois


Kalia Vandever © Lesley Mok
Carla Boregas © Mayra Azzi

Kalia Vandever

Chegando com total impunidade e sem grande surpresa à International Anthem, Kalia Vandever estreia-se a solo na ZDB nos auspícios de ‘Mana’. Segundo tratado solitário de Vandever, tromboniste e compositore, de Nova Iorque, após a estreia deslumbrante com ‘We Fell In Turn’ na AKP Recordings, ‘Mana’ expande uma visão já aí bem delineada, em continuidade com a envolvência atordoante desse primeiro álbum. Convocando pela primeira vez a sua própria voz, ‘Mana’ abre uma panorâmica sobre os processos electro-acústicos da estreia, enovelando a languidez melódica do sopro do trombone em nuvens condensadas a partir do processamento electrónico do mesmo, numa aura de reverberações e miragens, pautada por acordes de piano em contemplação sentida. Dessa qualidade etérea, emerge a sua voz com uma soulfulness sem maneirismos, como que um chamamento à terra, um reflexo poético de todo o lirismo subentendido nas harmonias celestiais de ‘Holding’, na melancolia resignada de ‘Your Fault’ ou no “madrigal” de ‘Waiting’. Sublimação da esfera pessoal de artista cujos créditos firmados no meio do jazz, através de discos cinemáticos em banda como ‘Regrowth’ e ‘Another View’, levaram Kalia a tocar com Harry Styles(!) ou Japanese Breakfast e tem aqui portal para revelações somente suas. Que nos acolhem.
BS

Carla Boregas

Carla Boregas é uma música e artista sonora brasileira. Ao combinar instrumentação sintética e acústica, Boregas cria cenários sonoros cativantes, onde a sensação de presença oscila entre a densidade e a delicadeza. O seu trabalho abrange composição, improvisação, performance e instalação sonora. A música de Boregas tem sido frequentemente descrita como “‘calmante e fantasmagórica”, “evocativa e misteriosa” e “uma meditação sobre o som e a sua base vibratória”.
Entre a variedade dos seus projetos a solo e colaborativos, Boregas lançou o seu álbum a solo “Pena ao Mar” pela editora sueca iDEAL Recordings; foi cofundadora da banda punk RAKTA, que transgride os géneros; atua frequentemente em duo com o percussionista brasileiro M.Takara; é curadora do festival e plataforma Radical Sounds Latin America, em Berlim; e acaba de lançar um novo álbum com a artista transdisciplinar Anelena Toku, intitulado “Fronte Violeta”, pela editora Other People, de Nicolás Jaar.
Em 2022, Carla foi galardoada com o prémio Palma Ars Acustica pela peça radiofónica “What Is Not / O Que Não Está”, criada em parceria com Anelena Toku e Martha Kiss Perrone, encomendada pelo Festival CTM, pela Deutschlandfunk Kultur e pela Ö1 Kunstradio.
Com os seus projetos a solo e colaborativos, Carla realizou digressões intensivas por toda a Europa, América do Norte e do Sul e Japão, tendo apresentado atuações principais e obras encomendadas na Akademie der Künste (DE), Rewire (NL), Festival CTM (DE), Le Guess Who? (NL), Deutschlandfunk Kultur (DE), Pop Montreal (CA), Donaufestival (AT), Roadburn Festival (NL), Primavera Sound (ES), Festival Novas Frequências (BR), Festival Música Estranha (BR), Grauzone (NL), Supersonic Festival (UK), NRML (MX), Copenhagen Jazz Festival (DK), MUTEK (CA), We Jazz Festival (FIN) e UH Fest (HU).

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