solos é uma investigação em curso que nasce dentro do programa das segundas na z.
Partindo das qualidades inerentes ao solo, convidam-se e desafiam-se diferentes pessoas a olhar por dentro da sua prática e a expandir e a re-imaginar novos limites para o que pode [ser] um solo.
Um colectivo será tanto ou mais quanto maior o reconhecimento dos inúmeros solos que o compõem.
Como pode um solo informar o colectivo? Como é que a estrutura e sobrevivência do colectivo passa também pela força e pelo desenho dos diferentes solos?
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Por Trás do Pladur, o Horizonte
Ana Oliveira e Silva e Gonçalo Alegria
(Nascendo já a ter de ir, precipitando-nos gota a gota.)
Isto já nem se usa, este nome. Agora e no meio, diz-se que é gesso cartonado, sanduíche que só com pancadas com os nós dos dedos lhe descobrem a origem, toc toc de parede falsa. Olhando, parece que nos dá abrigo, mas é uma cobertura barata e temporária para famílias habitarem.
Os nossos corpos procuram duas a três coisas. As relações entre nós e os outros, a procura pela liberdade e perceber, de facto, se há, debaixo do chão, praia.
NÃO há horizonte no fim e andamos nas nossas viaturas por aí.
Ana de Oliveira e Silva e Gonçalo Alegria, amantes de gatos, destruidores de factos, juntam-se na segunda sem grandes aparatos.



