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Música
Concertos

Luís Vicente 4tet ‘Spirits Moving’ ⟡ Gonçalo Feijão & António Martins

qua15.07.2621:00
Galeria Zé dos Bois


Luís Vicente 4tet © Cristina Marx /Photomusix
Gonçalo Feijão © Jessica Dreier

Luís Vicente 4tet

Após passagem pelo Aquário em 2021 – na altura ainda com John Edwards no contrabaixo -, Luís Vicente traz novamente o seu 4tet a casa, já com a formação cristalizada que gravou para a Clean Feed ‘House in the Valley’ em 2023, para apresentar ‘Spirits Moving’. Coadjuvado pelo saxofonista John Dikeman, pelo baterista Onno Govaert e pelo contrabaixista Luke Stewart, tudo gente de rodagem constante no mapa do jazz e da improvisação e camaradas do trompetista em várias das suas andanças, Vicente tem em ‘Spirits Moving’ mais um tomo significativo de uma obra em constante expansão que não dá grandes mostras de cessar. E ainda bem. Captado ao vivo nas Caldas da Rainha, ‘Spirits Moving’ é um dos mais agitados e anímicos discos de Vicente até hoje, atirando achas para o fogo da high energy em quatro temas que vão de impetuosas passagens a quatro vozes a momentos de desconstrutivismo harmónico e rítmico animados pelos espíritos em movimento de ancestrais americanos da segunda década de 60 e princípio dos anos 70 com tratados na ESP-Disk ou BYG. Sem que isso implique qualquer tipo de mimese, antes o reconhecimento de uma história que no sopro de Vicente se mantém viva.
BS

Trompete Luís Vicente Saxofone John Dikeman Bateria Onno Govaert Contrabaixo Luke Stewart

Gonçalo Feijão e António Duarte Martins

Gonçalo Feijão e António Duarte Martins apresentam um encontro em duo entre improvisação livre e tradição portuguesa. Gonçalo Feijão, contrabaixista e compositor português, prepara o lançamento de Thyra, o seu álbum de estreia, enquanto António Duarte Martins, guitarrista com um percurso bem assente na tradição do Fado, desenvolve atualmente o seu primeiro disco em nome próprio.
Os dois músicos cruzam linguagens distintas aproximando o universo do fado ao da criação improvisada e o resultado é um diálogo aberto entre dois percursos que, embora diferentes, combinam-se para criar uma identidade Sui Generis.
No caso de Gonçalo Feijão, o seu caminho cruza experiências internacionais, colaborações com nomes como Aydin Esen e Juraj Stanik e passagens por contextos como a Neue Philharmonie München até ao regresso a Portugal onde vem afirmando uma voz própria entre o fado, a composição e a improvisação.
Já António Duarte Martins traz a densidade de um percurso profundamente ligado à guitarra portuguesa e à tradição do Fado de Lisboa, tendo passado por espaços emblemáticos como o Café Luso, o Senhor Vinho, a Casa de Linhares e o Fado ao Carmo, a que se juntam a participação em 100 Guitarras para Amália, a convite de José Manuel Neto, o trabalho no Conjunto de Guitarras da Madragoa — distinguido no concurso Inéditos Vodafone — e colaborações recentes com Ana Sofia Varela.

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